Palmeiras faz o impossível. Com dois a menos, se supera, na garra. Trava o Atlético. E vence nos pênaltis. Semifinalista da Libertadores

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São Paulo, Brasil

Um grupo nascido para a Libertadores.

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Capaz de superar a mais absurda das situações, no Allianz Parque.

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Com dois jogadores a menos, com expulsões infantis de Danilo e Gustavo Scarpa, o Palmeiras, favorito, teve de apelar para a força mental, entrega, coração, raça, alma.

Ao sacrifício de cada jogador.

Mas resistiu, lutou, travou o poderoso Atlético Mineiro, de Hulk.

Conseguiu o desejado 0 a 0.

E para a decisão por pênaltis.

Conseguiu mais uma superação.

O clube vinha de cinco eliminações seguidas nesse tipo de decisão.

Mas nesta noite, não.

Graças a Weverton, goleiro que deveria ser o titular da seleção brasileira na Copa do Mundo, que defendeu a cobrança de Rubens, veio a inesquecível vitória. Por 6 a 5.

quarta em cinco anos.

Enfrentará Athletico ou San Lorenzo, com o jogo decisivo para a final, no Allianz Parque.

Noite inesquecível para o futebol da América do Sul.

“(Chego a) 250 jogos pelo Palmeiras, em uma noite perfeita. Dar os parabéns para toda a equipe. Segurar uma grande equipe como Atlético não é fácil. Não sabemos o que vai acontecer, mas temos orgulho do que estamos construindo!”, resumiu Weverton, ciente de que esse time já entrou para a história.

O Palmeiras entrou para o jogo como favorito, inclusive na análise séria do treinador do Atlético, Cuca. Abel Ferreira havia preparado a equipe para se impor no Allianz Parque lotado. 

Como o time mineiro viria com três atacantes, Ademir, Hulk e Keno, o fundamental era travar Zaracho. E Danilo entrou para anular o articulador argentino. E que Gustavo Scarpa não permitisse as avançadas de Arana.

Com a posse de bola, a ordem era para o time atacar em bloco, trocando passes, fazendo a inversão de jogadas, explorar as laterais do campo.

Bastaria uma vitória simples, após o 2 a 2, em Belo Horizonte, quando o Palmeiras renasceu, depois de estar perdendo por 2 a 0. 

Cuca havia preparado seu time para atacar, mas tinha como maior preocupação travar Raphael Veiga. E outra vez Jair conseguiu se impor. Mariano não dava espaço para Dudu. E Nathan e Junior Alonso tomariam conta de Rony, o atacante mais avançado.

O jogo, decisivo, estava muito tenso, equilibrado.

Até que Danilo, 21 anos, se deixou envolver pelo nervosismo. E, querendo se impor fisicamente a Zaracho, fez uma falta absurda. Deixou a sola da chuteira na panturrilha esquerda do argentino. Agressão gratuita no meio de campo. Foi expulso com toda a justiça pelo árbitro colombiano Wilmar Roldan.

O cartão vermelho aos 28 minutos do primeiro tempo fez tudo mudar. Abel Ferreira foi obrigado a fazer seu time passar a jogar em duas linhas defensivas. Uma de cinco defensores e quatro fechando a intermediária palmeirense. Situação que exigiu demais fisicamente dos seus atletas.

Cuca não adiantou completamente seu time. Por medo dos contragolpes em velocidade, de Dudu e Rony. O Atlético tinha problemas de articulação ofensiva. Hulk não estava bem. Seguia sua sina de 2022, a de reclamar mais do que jogar. Ele conseguia enervar o próprio time, reclamando em toda jogada que participava. Mariano e, principalmente, Arana estavam muito bem marcados. Sem a perseguição de Danilo, Zaracho foi até mais bem marcado por setor. 

Zé Rafael foi muito bem. Gustavo Scarpa e Raphael Veiga tiveram de se desdobrar na marcação. A ordem de Abel Ferreira era não permitir que os atleticanos ganhassem confiança. E que o time encurtasse os espaços. O grande medo era pelas laterais. Mas o Atlético centralizou seus ataques, o que favoreceu o sistema defensivo palmeirense.

No segundo tempo, o Palmeiras não tinha outra saída. A não ser marcar forte, recuar ainda mais suas linhas. Não ter vergonha de fechar a intermediária.

Decepção foi a postura do Atlético Mineiro. Cuca, que sonha suceder Tite na seleção brasileira, não conseguiu fazer seu time triangular pelas laterais, “ampliar o campo”, fazer com que a defesa palmeirense ficasse mais aberta. Seus jogadores tinham a posse de bola, mas, tensos, insistiam em tentar invadir a área pelo meio. Ou então apelando para cruzamentos da intermediária, facilitando o trabalho da excelente dupla Gustavo Gómez e Murilo. 

O paraguaio outra vez deu uma lição de liderança. Lutando, comandando o time, assumindo o controle psicológico do jogo.

Cuca apelou para Sacha e Vargas no ataque. Zaracho e Keno, anulados, deixaram o campo. O Atlético seguia com enorme dificuldade para criar. Até que Gustavo Scarpa deu uma solada violenta em Allan, que o provocara durante o jogo. Recebeu o merecido cartão vermelho.

Aos 36 minutos do segundo tempo, o Palmeiras passava a ter nove jogadores. Dois expulsos como juvenis.

No futebol moderno, quando qualquer time fica com um atleta a mais é vantagem enorme. Com dois, então, tem a obrigação de vencer.

Enquanto Cuca adiantou de vez sua equipe, os nove palmeirenses se superaram nos 14 minutos a mais, já que a partida teve cinco minutos de acréscimo.

Abel Ferreira queria seus jogadores o mais próximos possível, para não permitir troca de passes conscientes do Atlético. E a dedicação, a garra, a luta, a alma em cada dividida fizeram com que o time mineiro fosse obrigado a levantar a bola para a área ou chutar de fora da área.

Houve duas chances reais. Duas com Hulk. A primeira, aos 46 minutos, quando recebeu passe sensacional de Vargas. E, com o seu pé predileto, o esquerdo, bateu para fora, diante de Weverton. E o segundo, aos 47 minutos, quando tentou cruzar, a bola passou por toda a defesa palmeirense e foi beijar a trave direita.

Aos 50 minutos, Vargas conseguiu ser expulso ao gritar e peitar Wilmar Roldan. 

O jogo estava acabado.

Viriam os pênaltis.

O Palmeiras vinha de cinco derrotas na decisão por penalidades.

Al Ahly 3 x 2 (Mundial), Flamengo 6 x 5 (Supercopa), Defensa y Justicia 4 x 3 (Recopa), CRB 4 x 3 (Copa do Brasil), São Paulo 4 x 3 (Copa do Brasil).

Raphael Veiga, Gustavo Gómez, Zé Rafael, Piquerez e Rony marcaram. Assim como Hulk, Nacho Fernández, Jair, Sasha e Junior Alonso fizeram para o Atlético.

O jovem meia Rubens, de 21 anos, teve pela frente Weverton. Tentou deslocá-lo, cobrando fraco. O goleiro palmeirense percebeu o canto e caiu com a bola nos braços.

Coube a Murilo bater com convicção, sem chance para Everson.

E a façanha palmeirense estava completa.

Vitória inesquecível por 6 a 5 nos pênaltis.

O atual bicampeão da Libertadores está na semifinal.

Com toda a justiça, raça, coração, vibração.

E incompetência do Atlético de Cuca.

60 minutos com um jogador a mais.

E 14 minutos com dois…

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