Para Moraes, propaganda que chama Bolsonaro de ‘pai da mentira’ não ofende honra

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O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta quinta-feira, 20, a remoção de uma propaganda da campanha de Lula (PT), candidato à Presidência. A peça eleitoral chama o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) de “pai da mentira”.

Conforme o presidente da Corte Eleitoral, intercalar frases ditas pelo chefe do Executivo com a palavra mentira constitui “estratégia que visa a criticar e desqualificar os posicionamentos externados pelo Representante”.

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No entanto, que isso “não representa nenhuma ofensa à honra do candidato, revelando-se plenamente compatível com a dialética do debate político, inerente ao ambiente da disputa eleitoral”. Na inserção de TV, o presidente é chamado de “pai da mentira” com suas falas supostamente “desmentidas”. Suas declarações estão relacionadas ao aborto, fome e a pandemia de covid-19.

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O vídeo é editado e traz uma fala do presidente em que ele diz que “não existe fome no Brasil”, em seguida, um selo aparece na tela, escrito “mentira”. “O outro lado quer legalizar o aborto”, disse Bolsonaro em outro recorte de vídeo.

A propaganda ainda resgata uma declaração do chefe Executivo em que ele se refere a covid-19 como uma “gripezinha” e que a “economia está bombando”. Ao TSE, a campanha do presidente argumentou que o vídeo dos petistas ofende a honra de Bolsonaro por usar falas dele e chamá-las de mentirosas. “Eles atribuem ao candidato a adjetivação de pai da mentira”, informou a defesa de Bolsonaro.

“A ofensa se utiliza da fé do candidato Jair Messias Bolsonaro, uma vez que tal expressão ‘foi traduzida e transliterada do grego para a língua portuguesa e criou na cultura ocidental um clichê que condensa todos os desvalores expressos no capítulo 8 do Evangelho de João: a tentativa de apedrejamento da mulher adúltera; a prepotência dos fariseus que imputam a Jesus ‘testificar a si mesmo’; a negação do povo judeu àquele que se apresentou como Messias, expressa na provocação em “Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres”, informou.

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