Após calamidade no RS, Câmara vai desengavetar combo de leis “antitragédia”

LBV CAMAPNHA

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Depois das enchentes que destruíram cidades inteiras no Rio Grande do Sul, a Câmara dos Deputados decidiu destravar a votação de nove projetos de prevenção a desastres climáticos a maior parte deles apresentados na década passada.

A iniciativa foi negociada entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o deputado Leo Prates (PDT-BA).

Que preside a Comissão Especial sobre Prevenção e Auxílio a Desastres e Calamidades Naturais, e os demais integrantes do colegiado.

Os projetos serão votados em um só bloco na comissão na próxima quarta-feira (22), e devem seguir para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e para a Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Depois desses trâmites, e diante da gravidade das cheias nos municípios gaúchos.

Lira, segundo interlocutores, teria se comprometido a priorizar esses temas e reservar uma data para votação final em plenário.

Um dos projetos foi ajuizado em 2013 – mais de dez anos atrás – e está parado desde 2014. O texto propõe que o parcelamento do solo em áreas de risco seja considerado crime ambiental.

Dois projetos são de 2016. Um deles sugere a criação de uma Política Nacional de Defesa Civil.

O outro proíbe a ocupação de áreas de risco e prevê medidas para drenagem de águas pluviais urbanas e manejo de vazão dos rios.

Um projeto de 2018 propõe alterar as leis do petróleo e do pré-sal para que parte dos recursos dos royalties e do Fundo Social seja destinada à prevenção de desastres provocados por causas naturais.

Há, ainda, um projeto que busca destinar 1% da arrecadação lotérica ao Fundo Nacional para Calamidades Públicas.

Proteção e Defesa Civil (Funcap). Uma outra proposta prevê a obrigatoriedade de uma ampla divulgação dos locais suscetíveis à ocorrência de desastres.

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