PMs réus por Chacina do Curió alegam que estavam na região ‘a mando’, em busca de quem matou soldado

LBV CAMPANHA

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Os advogados de defesa dos oito policiais militares que começam a ser julgados nesta terça-feira (12), no Fórum Clóvis Beviláqua, pela Chacina do Curió, alegam que os réus estavam na Grande Messejana.

A época do massacre, cumprindo ordens para localizar os suspeitos do latrocínio do soldado Valtermberg Chaves Serpa.

Os PMs estavam distribuídos em três viaturas naquela noite, sendo duas da frota chamada “reservada”, de veículos descaracterizados.

E uma da frota caracterizada. Segundo o advogado Cícero Roberto, “dentre todos os [militares] que foram denunciados, a situação mais atípica é a desses”.

O jurista alega que o grupo foi destacado para a região apenas para buscar os suspeitos do latrocínio do soldado Serpa.

“Eles estiveram lá a mando, por comando.

A viatura [caracterizada] foi dar apoio a esses dois veículos do ‘reservado’, que foram diligenciar no sentido de obter informações acerca das pessoas que latrocidaram o Serpa”, disse.

Conforme os autos do processo, o tenente José do Nascimento, o sargento Antônio Marçal e o cabo José Wagner estavam em uma viatura descaracterizada.

Que havia sido deslocada para a Grande Messejana para buscar os suspeitos de matarem o soldado Serpa em um assalto.

Na região, a composição teria se encontrado com uma equipe do reservado da Coordenadoria de Inteligência Policial, da Polícia Militar, formada pelo cabo Clênio da Costa e pelo soldado Antônio Flauber.

E por outra equipe policial, composta pelo cabo Francisco Helder, pela cabo Maria Bárbara e pelo soldado Igor Bethoven.

“Os policiais que estão hoje, aqui, sendo julgados, na época, estavam em operação oficial.

Em diligência oficial determinada pelo comando geral, e não tiveram nenhum tipo de interesse ou ligação de participação com os fatos que estão sendo apurados”, argumentou o advogado Magno Aguiar.

Em ato, mães de vítimas da Chacina do Curió dizem que não se abalaram e esperam justiça em 3º júri

FAMILIARES DE VÍTIMAS AGUARDAM JUSTIÇA

As mães e outros familiares das vítimas da Chacina do Curió acompanham o terceiro julgamento do caso no Fórum Clóvis Beviláqua.

A expectativa delas, que dizem não ter se abalado pela absolvição do júri anterior, é que seja feita justiça pelos 11 homicídios, três tentativas de assassinato e quatro crimes de tortura, ocorridos entre os dias 11 e 12 de novembro de 2015, na Grande Messejana.

“Esperamos justiça. Não podemos esperar outra coisa. Mesmo com esse resultado [anterior] frustrante.

Agente não se abalou, porque o nosso abalo já vem desde aquela madrugada. Então, não tem como se abalar mais.

A gente não coloca esse resultado passado como uma derrota. Buscamos justiça, o que é muito diferente”, destaca Sílvia, que perdeu o filho na ocasião.

PRIMEIRO E SEGUNDO JULGAMENTO

No primeiro julgamento, quatro policiais militares foram condenados a mais de mil anos de prisão, se somadas as penas, por participação na chacina.

A sessão ocorre em junho deste ano, após mais de 60 horas de julgamento.

O Colegiado de Juízes decretou a perda do cargo público dos réus, que já recorreram da sentença.

Ideraldo Amâncio, Wellington Veras Chaves e Marcus Vinícius Sousa da Costa saíram do 1º Salão do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua presos e foram levados ao Presídio Militar. Já Antônio José de Abreu Vidal Filho foi detido nos Estados Unidos, em agosto último.

No segundo momento, após quase 100 horas de julgamento, oito PMs foram absolvidos da acusação de omissão de socorro no massacre.

Gerson Vitoriano Carvalho , Thiago Veríssimo Andrade Batista de Carvalho, Josiel Silveira Gomes, Thiago Aurélio de Souza Augusto, Ronaldo da Silva Lima, José Haroldo Uchoa Gomes, Gaudioso Menezes de Mattos Brito Goes e Francinildo José da Silva Nascimento.

À época, o Colegiado de Juízes revogou as medidas cautelares e de restrições de direito dos militares, o que significa que eles voltarão a estar aptos a atuar no policiamento ostensivo e que terão direito a obter promoção retroativa na Corporação.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) irá recorrer da absolvição ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

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