Os três pacientes suspeitos de diagnóstico de hantavírus que estavam a bordo do cruzeiro MV Hondius foram retirados do navio em Cabo Verde e serão transferidos para a Holanda, anunciou nesta quarta-feira (6) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Três pacientes com suspeita de infecção por hantavírus acabam de ser retirados do navio e estão a caminho para receber atendimento médico nos Países Baixos, em coordenação com a OMS, o operador do navio e as autoridades nacionais de Cabo Verde, do Reino Unido, da Espanha e dos Países Baixos”, anunciou Tedros Adhanom Ghebreyesus na rede social X.
O navio está no centro de um alerta sanitário internacional desde sábado (2), quando foi revelado que havia suspeita de que o hantavírus, uma doença transmitida por roedores infectados, estivesse por trás da morte de três passageiros.
Três pessoas, entre elas dois tripulantes doentes em um cruzeiro retido no Atlântico devido a um suposto surto de hantavírus, foram evacuadas de Cabo Verde, o que permitirá que o navio siga rumo às Ilhas Canárias.
O navio de bandeira holandesa, que partiu em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, com destino ao arquipélago de Cabo Verde, na África, está ancorado desde domingo em frente a Praia, capital do país, atualmente com 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades.
O que é o hantavírus?
De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que pode comprometer o sistema respiratório e cardiovascular.
O vírus pertence à família Hantaviridae e tem como reservatórios naturais roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem apresentar sintomas ao longo da vida.
A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus.



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