O Senado abrirá uma CPI para investigar o avanço do crime organizado no país — mas a bancada do PT decidiu ficar de fora. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado foi confirmada nesta quinta-feira (29) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AC), e será instalada oficialmente na próxima terça (4).
O pedido da CPI foi protocolado em fevereiro e reuniu 31 assinaturas — mais do que o mínimo exigido —, mas nenhuma delas de parlamentares do Partido dos Trabalhadores. O grupo petista no Senado é formado por nove nomes, mas nenhum deles quis assinar o requerimento que mira facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Alcolumbre afirmou que o objetivo da CPI é “enfrentar o crime organizado com a união das instituições e garantir proteção à população diante da escalada da violência”. A decisão veio logo após a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou 64 mortos e reacendeu o debate sobre o poder das facções em várias regiões do país.
A CPI será formada por 11 titulares e 7 suplentes e terá 180 dias para concluir os trabalhos. Os senadores devem ser indicados pelos blocos partidários nos próximos dias.



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