O advogado Antonio Carlos Fonseca, que defende o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos/RJ).
Peticionou novamente no Supremo Tribunal Federal para ter acesso integral aos autos do inquérito que apura o suposto envolvimento do filho 02 de Jair Bolsonaro no caso da chamada ‘Abin paralela’.
A primeira tentativa de acesso aos autos foi frustrada, sendo que a defesa conseguiu apenas cópias do relatório da Polícia Federal, da manifestação do Ministério Público Federal e da decisão de Alexandre de Moraes.
Na petição, o advogado relembra que “é um direito do defensor ter acesso amplo aos elementos de prova já documentados, sendo certo que as cópias solicitadas.
Além de essenciais para o exercício da defesa, são os autos principais da investigação que culminou com a busca e apreensão determinada nesses autos”.
Citando o IPL 2023.0022161 e as PETs 11.108 e 11.840, relacionadas à investigação.
Segundo a PF, Carlos é suspeito de integrar o “núcleo político” de uma organização criminosa que usou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência para perseguir rivais.
Incluindo ministros do STF, políticos e jornalistas.
Uma assessora sua teria enviado, em outubro de 2022, mensagem a Alexandre Ramagem pedindo “ajuda” com informações relativas a uma delegada que presidia inquérito supostamente dedicado a investigar Bolsonaro e seus filhos.
Na ocasião, porém, Ramagem já não estava mais na Abin e o citado inquérito tampouco versava sobre os alvos sugeridos.
Apesar da fragilidade na fundamentação da PF, Moraes expediu mandado de busca e apreensão no apartamento e no gabinete do vereador.
Acrescentando posteriormente a casa de Jair Bolsonaro em Angra dos Reis como alvo embora o ex-presidente ainda não seja investigado no caso.



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