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Negociação com Centrão faz Lula se distanciar da promessa de paridade de gênero no governo

Mesmo com número recorde de mulheres na chefia de ministérios, o governo Lula vem sofrendo duras críticas pela baixa presença feminina no primeiro escalão. Nesta semana, a maioria masculina ficou ainda mais acentuada após a troca de Daniela Carneiro por Celso Sabino no Ministério do Turismo.

A gestão petista começou com 11 ministras contra 26 ministros. O número foi o maior da história, ultrapassando as 10 mulheres que chefiaram pastas simultaneamente no governo de Dilma Rousseff (PT).

A desigualdade entre homens e mulheres na Esplanada descumpre uma das promessas de campanha de Lula feitas por Lula ainda na campanha eleitoral. No discurso da vitória, o petista elencou suas prioridades:

Negociações com o Centrão

A saída de Daniela foi fruto de negociações com o Centrão, que exigiu cargos nos ministérios para votar a favor de Lula no Congresso. Em tentativa de construir uma base sólida no Legislativo e evitar novas derrotas, o Planalto tem cedido.

Apesar de o União Brasil chefiar três pastas na Esplanada dos Ministérios (Turismo, Comunicações e Integração Regional), o partido tem votado contra o governo em pautas importantes. O União argumenta que não se sente representado pelos chefes dos ministérios.

Daniela não foi a única na berlinda em meio às discussões. Ana Moser, que chefia Esportes, e Nísia Trindade, da Saúde, também tiveram os cargos requisitados pelo Centrão. Mas nos últimos dias, Lula deixou claro a seus principais auxiliares que não pretende reduzir o número de ministras mulheres, no entanto.