A maioria dos eleitores brasileiros avalia como neutro o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo pesquisa RealTime/BigData divulgada nesta segunda-feira (1º), 42% dos entrevistados não viram a agenda de forma positiva nem negativa.
Entre os demais consultados, houve um empate na percepção sobre o impacto da reunião:
- Neutro: 42%
- Positivo: 29%
- Negativo: 29%
Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump no último dia 26, na Casa Branca. O filho do ex-presidente busca apoio americano na disputa presidencial.
O encontro aconteceu no momento em que o nome de Flávio cai nas pesquisas de intenção de voto contra o presidente Lula (PT), após a divulgação de conversas entre o filho do ex-presidente e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pelo site The Intercept Brasil.
Terceira via
A pesquisa também mediu a percepção de nomes que poderiam representar uma alternativa aos polos tradicionais da política brasileira. Renan Santos (Missão) lidera essa percepção com 26%, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 21%.
A pesquisa também perguntou ao eleitorado sobre o atual cenário de divisão política no país. A maioria dos entrevistados, correspondente a 48%, afirmou estar cansada da polarização entre lulismo e bolsonarismo e declarou que gostaria de ver uma terceira via nas próximas eleições.
Abaixo de Renan Santos e Zema, outros nomes foram citados como possíveis representantes desse grupo alternativo:
- Ronaldo Caiado (PSD): 8%
- Flávio Bolsonaro (PL): 3%
- Aécio Neves (PSDB): 3%
- Joaquim Barbosa (DC): 3%
Outros 12% dos entrevistados responderam que nenhum dos nomes apresentados representa essa alternativa, enquanto 18% não souberam ou não quiseram responder. Entre os que ainda defendem o cenário polarizado, 27% afirmaram acreditar na disputa direta como forma de vencer o lulismo, enquanto 25% acreditam que a polarização é o caminho para vencer o bolsonarismo.
Pesquisa da RealTime/Bigdata sobre quem os eleitores consideram uma terceira via no Brasil
Foram feitas 2.000 entrevistas em todo o território nacional, entre os dias 29 e 30 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada sob protocolo BR-05864/2026.



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