O governo Lula ainda não conseguiu executar um crédito extraordinário de R$ 640 milhões aberto por uma medida provisória em abril. A MP vence em 30 de julho, mas o dinheiro está parado em vários órgãos.
Na Fundação Nacional do Índio (Funai), por exemplo, foi aberto um crédito de R$ 146,7 milhões, mas apenas R$ 13 milhões foram empenhados (autorizados para pagamento) até o dia 4 de julho, ou seja, 9% do total.
A verba deve ser usada na ação de “regularização, demarcação e fiscalização de terras indígenas e proteção dos povos indígenas isolados”.
A situação é semelhante no Ibama, que conseguiu usar R$ 10 milhões dos R$ 63,8 milhões liberados pela MP (16%), verba para fiscalização ambiental. No instituto, houve reunião na última sexta-feira (7/7) para deliberar sobre como será usado o crédito da MP.
No Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, foram empenhados só R$ 37 milhões (26% do disponível) para distribuição de alimentos, e na Polícia Federal, R$ 42,8 milhões (47%) para combate ao tráfico de drogas. No total, foram empenhados R$ 286 milhões da MP.



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