O Senado Federal aprovou, neste terça-feira, 4, a indicação de Gabriel Galípolo para compor a diretoria do Banco Central (BC). O economista teve 39 votos favoráveis e 12 contrários a sua aprovação. Houve ainda uma abstenção. Ele substituíra Bruno Serra Fernandes, na Diretoria de Política Monetária. A aprovação da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ocorreu em meio a uma forte pressão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a redução da taxa básica de juros no Brasil (Selic), que desde agosto de 2022 mantém-se em 13,75%. Lula fez diversas críticas fez diversas críticas à taxa de juros, chegando a dizer que o patamar atual é uma “uma excrescência ao país”. Por outro lado, atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, justificou que é o de controlar o ritmo de alta dos preços e ancorar a expectativa de inflação. Galípolo é apontado como o braço direito de Fernando Haddad (PT), que indicou o economista. Recentemente ele deixou o conselho do Banco do Brasil antes de ser sabatinado. Ele afirmou, durante a sabatina, que “não cabe a nenhum economista, por mais excelência que ele tenha, impor o que ele entende ser o destino econômico do país à revelia da vontade democrática e dos seus representantes eleitos”.
Senado Federal aprova Gabriel Galípolo para diretoria do Banco Central



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