Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia, passou à condição de investigado no inquérito da PF que apura a entrada irregular de joias sauditas no Brasil.
Em depoimento no dia 14 de março, o ex-ministro de Jair Bolsonaro disse à Polícia Federal que as joias foram enviadas “sem direcionamento” pelo governo da Arábia Saudita e que sua comitiva desconhecia o conteúdo dos pacotes.
Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o ex-ministro tinha dito, no entanto, que o primeiro pacote seria para Michelle Bolsonaro e o segundo para o ex-presidente.
Em outubro de 2021, Bento Albuquerque representou o país em viagem ao Oriente Médio. Ao fim do compromisso, o príncipe Mohammed bin Salman Al Saud entregou ao almirante um colar, um anel, um relógio e um par de brincos de diamantes avaliados em R$ 16,5 milhões. O material, no entanto, ficou retido pela Receita Federal.
O segundo pacote, que estava com o ex-ministro, foi incorporado ao acervo pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entretanto, como determina entendimento do TCU de 2016, joias não são itens personalíssimos e devem ser mantidas com a União, no acervo da Presidência.



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