O Ministério da Defesa emitiu uma nota nesta quinta-feira, 10, para ressaltar o trabalho e o relatório de fiscalização das urnas eletrônicas executado pelas Forças Armadas – onde foi informado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que nenhum indício de fraude nas eleições foi encontrado – não exclui a “possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022”. De acordo com a Defesa, há possíveis riscos na segurança dos programas eletrônicos instalados nas urnas eletrônicas, já que os itens se conectam aos computadores do TSE durante a compilação do código-fonte, os testes de funcionalidade não foram o suficiente para extinguir a possibilidade de um código malicioso alterar o funcionamento do sistema de votação, além das restrições impostas ao acesso adequado dos técnicos militares ao código-fonte e às bibliotecas de software. O assunto foi tema no programa 3 em 1, da Jovem Pan, desta quinta-feira, 10.
Para o comentarista Rodrigo Constantino, o TSE dificultou o trabalho de inspeção das Forças Armadas e criou obstáculos. “Não era uma análise sobre crimes eleitorais ou sobre o resultado do processo. Era uma análise sobre o processo. E o que o relatório diz com todas as letras é que primeiro o TSE dificultou o trabalho de inspeção, criou obstáculos. E segundo trata-se de uma caixa preta, que na essência os militares foram convidados a fazerem uma inspeção no restaurante do TSE sem poder entrar na cozinha. Acho muito curiosa a interpretação da velha imprensa após a soltura do relatório. Interpretar dai o que o Alexandre de Moraes interpretou ‘Forças Armadas alegam que não houve fraude’ vai uma distância quilométrica”, comentou.



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