O Instituto Nacional do Seguro Social estima ter acumulado um prejuízo de mais de R$ 233 milhões por causa de falhas em seus sistemas e aponta a responsabilidade para a Dataprev. A conclusão consta em uma nota técnica que analisa os impactos de instabilidades registradas entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026.
A informação é do colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles. De acordo com o documento, as panes tecnológicas afetaram diretamente o funcionamento das Centrais de Análise de Benefícios, responsáveis por processar pedidos previdenciários e assistenciais. As interrupções reduziram a capacidade de trabalho das equipes e travaram o andamento de milhares de solicitações.
Os dados levantados indicam quase 1,8 milhão de ocorrências de abatimentos sistêmicos, o que resultou em cerca de 2,9 milhões de horas de trabalho comprometidas. Na prática, servidores ficaram disponíveis, mas sem condições de desempenhar suas funções plenamente por causa das falhas.
O valor bilionário calculado corresponde justamente à remuneração paga nesse período de baixa produtividade forçada. A avaliação destaca que, sem os problemas técnicos, o montante poderia ter sido revertido em maior volume de atendimentos e redução da fila de benefícios.
O cenário se agrava diante do crescimento da demanda no órgão. A crise operacional foi um dos fatores que culminaram na saída do então presidente Gilberto Waller Júnior, enquanto o instituto agora avalia possíveis medidas jurídicas para responsabilizar a Dataprev pelos danos causados.



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