A possível ligação do ministro do STF Dias Toffoli com o resort Tayayá, no Paraná, não é recente. O tema já havia surgido nos bastidores da Operação Lava Jato, ainda em 2016, segundo mensagens reveladas posteriormente.
A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Diálogos atribuídos ao ex-procurador Deltan Dallagnol indicam que ele alertou integrantes da Procuradoria-Geral da República sobre a suspeita de que Toffoli seria sócio oculto do empreendimento, por meio de um familiar. As conversas vieram à tona anos depois, com os vazamentos da chamada Vaza-Jato.
À época, o conteúdo foi usado em uma representação do senador Renan Calheiros contra Dallagnol, sob a acusação de tentativa de investigação irregular contra um ministro da Suprema Corte. O caso acabou alimentando o embate entre integrantes da Lava Jato e o STF.
Agora, quase uma década depois, o assunto voltou ao centro do debate após o próprio Toffoli admitir participação na empresa familiar Maridt, que figura entre as proprietárias do resort. A revelação reacendeu questionamentos sobre a relação do ministro com o negócio.
O episódio reforça a reabertura de temas antigos da Lava Jato e amplia a pressão sobre figuras centrais do Judiciário, em meio a um cenário político já tensionado por investigações e disputas institucionais.



More Stories
Anvisa adia julgamento do recurso da Ypê contra suspensão de produtos
Genial/Quaest: quem está envolvido no caso Master, segundo os brasileiros
Master: PF faz buscas contra fraude em aplicação de R$ 87 milhões da Previdência de Cajamar