Apontado pela Polícia Federal (PF) como sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, o empresário Tiago Schettini Batista acumula mais de R$ 13,5 milhões inscritos em dívida ativa da União. Desse total, R$ 7,7 milhões são referentes a multa aplicada pela Controladoria-Geral da União (CGU) por envolvimento em um caso de corrupção no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A informação é do colunista Tácio Lorran, do Metrópoles. A penalidade foi imposta após a conclusão, em 2023, de um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) que apontou irregularidades em contratos de tecnologia. A empresa de Schettini, a B2T Consultoria, também foi declarada inidônea para contratar com a administração pública federal por cinco anos. As investigações identificaram indícios de superfaturamento e direcionamento em licitações.
O empresário já havia sido alvo da PF em 2020, na Operação Circuito Fechado, que investigou fraudes em contratos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Agora, volta ao centro das apurações na chamada “Farra do INSS”, que apura descontos indevidos aplicados a aposentados.
Segundo a PF, Schettini mantinha sociedade oculta com o Careca do INSS e teria participação direta na Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca (CBPA), entidade investigada por operar os descontos irregulares. Os investigadores afirmam que ele exercia função operacional no esquema e dividia lucros, mas evitava exposição formal para dificultar rastreamento.
Alvo de mandado de prisão preventiva na Operação Sem Desconto, Schettini está nos Estados Unidos e tenta reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). Para a PF, mensagens e áudios indicam tentativa deliberada de blindagem por parte do grupo, com uso de empresas para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras investigadas.



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