O Banco Master, sob comando de Daniel Vorcaro, gastou R$ 500 milhões com escritórios de advocacia em 2025, segundo o balanço do próprio banco. Entre os contratos mais chamativos está o da família do ministro Alexandre de Moraes: R$ 129 milhões em 36 meses, com parcelas mensais de R$ 3,6 milhões.
O caso impressiona porque o escritório da mulher e dos filhos de Moraes não tem histórico relevante e atuou para o Master apenas em uma causa simples de danos morais — que o banco perdeu. Oficialmente, eles teriam criado regras internas de compliance, mas os valores milionários levantam suspeitas e mexem com o mercado.
Após a prisão de Vorcaro e a liquidação do banco pelo Banco Central, os pagamentos à banca dos Moraes foram interrompidos. Vorcaro, que ficou 12 dias preso por fraudes financeiras, segue em liberdade monitorada com tornozeleira eletrônica.
Mesmo assim, ele mantém contratos com outros escritórios em valores próximos aos pagos à família Moraes, todos voltados à sua defesa no processo criminal. A movimentação reforça a atenção nacional sobre os repasses milionários do banco e o tamanho das operações legais em meio a investigações sensíveis.


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