Em meio à escalada de tensão com Washington, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quinta-feira (1) que está disposto a abrir um diálogo com os Estados Unidos para tratar de temas como petróleo, migração e combate ao narcotráfico. Segundo ele, Caracas está pronta para “conversar seriamente” caso haja interesse do governo norte-americano.
Maduro citou a possibilidade de um acordo energético que permita investimentos de empresas dos EUA, como a Chevron, atualmente a única grande petrolífera americana autorizada a exportar petróleo venezuelano. O líder chavista também sugeriu negociações sobre voos de deportação de venezuelanos e cooperação antidrogas, afirmando que os termos poderiam ser definidos “onde e como eles quiserem”.
As declarações ocorreram no mesmo dia em que forças militares americanas realizaram um novo bombardeio contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas na região. A ação faz parte de uma ofensiva ampliada que, nesta semana, já incluiu a confirmação de um ataque em solo venezuelano pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A pressão sobre Maduro se intensificou desde agosto, quando Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do venezuelano e reforçou a presença militar no Caribe. Apesar de contatos diretos entre Trump e Maduro em novembro, as conversas não avançaram. Segundo a imprensa americana, os EUA também demonstram interesse estratégico nas reservas venezuelanas, as maiores comprovadas de petróleo do mundo, enquanto seguem apreendendo embarcações e impondo bloqueios sob alegação de sanções internacionais.
Com informações do G1



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