As queixas sobre descontos indevidos tiveram um crescimento alarmante, aumentando 276,5% em um ano, saltando de 26 mil para 97,9 mil reclamações entre maio de 2023 e maio de 2024. Tal fato está diretamente relacionado ao crescimento acelerado da arrecadação mensal de sindicatos e entidades associativas via folha de pagamento do INSS.
Os valores saltaram de R$ 2,3 milhões em janeiro de 2022 para R$ 7,6 milhões em junho de 2024. Entre junho de 2023 e junho de 2024, o valor total arrecadado por sindicatos e entidades dobrou.
A Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que 97,6% dos aposentados e pensionistas entrevistados não autorizaram descontos de associações em seus benefícios. Ainda de acordo com a CGU, muitos dos beneficiários afetados são analfabetos ou têm doenças incapacitantes, o que levanta suspeitas de falsificação de assinaturas.
A CGU também recomendou o bloqueio temporário de novos descontos e a revisão dos convênios firmados entre o INSS e essas entidades, que teriam facilitado o acesso indevido à folha de pagamento.
Com informações de O Globo e CNN Brasil




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