O presidente da França, Emmanuel Macron, decidiu nesta terça-feira (15) expulsar 12 funcionários consulares e diplomáticos argelinos e convocou o embaixador francês em Argel para consultas, informou seu gabinete, em um contexto de crescente tensão entre os dois países. Segundo Macron, os funcionários expulsos estavam “a caminho da França” e pediu ao país do norte da África que “retome o diálogo”. A medida foi tomada depois que a Argélia ordenou no domingo que 12 funcionários franceses do Ministério do Interior deixassem o país no prazo de 48 horas, em resposta à detenção, na França, de um funcionário consular argelino. As relações entre Paris e Argel ficaram tensas no ano passado, quando a França mudou sua posição oficial sobre o Saara Ocidental, cujo futuro, segundo a visão francesa, passa pela “soberania marroquina”.
A questão dessa ex-colônia espanhola, classificada pela ONU como “território não autônomo”, opõe há meio século o Marrocos — que controla grande parte da região — aos independentistas saarauís da Frente Polisário, apoiados pela Argélia. As relações se deterioraram ainda mais quando a Argélia prendeu, em novembro, o escritor franco-argelino Boualem Sansal, sob acusações relacionadas à segurança nacional, depois que ele compartilhou, em um meio de comunicação francês de extrema direita, a posição do Marrocos segundo a qual parte de seu território teria sido amputado em benefício da Argélia durante a colonização francesa.


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