O Ministério das Cidades divulgou nesta quarta-feira (12), um levantamento alarmante sobre a situação dos imóveis localizados em áreas de risco de alagamentos e inundações no Brasil. De acordo com o estudo, mais de 2,2 milhões de imóveis estão situados em regiões vulneráveis a esses desastres naturais. Este levantamento, realizado em 2024 com base em dados de 2023, não leva em conta enchentes históricas, como a que ocorreu no Rio Grande do Sul no ano anterior, sugerindo que a situação pode ser ainda mais crítica do que os números indicam.
As mudanças climáticas têm desempenhado um papel significativo no aumento da frequência e intensidade desses eventos. Em São Paulo, por exemplo, ventos de até 60 km/h recentemente derrubaram mais de 330 árvores. Além dos ventos fortes, as inundações continuam a ser um problema significativo. Em 2023, foram registradas mais de 30 mil ocorrências de enxurradas, alagamentos e inundações em todo o país. A região Nordeste foi particularmente afetada, concentrando mais de 30% dos casos relatados.
Os dados foram coletados em 1.742 cidades, abrangendo 89% dos 1.936 municípios que o Governo Federal considera em situação de extremo risco para inundações. Esta situação exige uma atenção contínua das autoridades, que devem buscar soluções eficazes para mitigar os riscos e proteger as populações vulneráveis. A preocupação é que, após o verão, o problema seja esquecido até a próxima temporada de chuvas, quando os riscos voltam a se intensificar.



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