A Justiça de São Paulo decidiu revogar a prisão preventiva de Eneas Jose da Silva, um policial militar reformado de 57 anos, que se envolveu em um incidente fatal no metrô. O episódio ocorreu em 20 de fevereiro, quando Eneas disparou contra um jovem de 20 anos após uma discussão que teve início dentro do vagão e se estendeu até a plataforma da estação Vila Matilde. A juíza Isadora Botti Beraldo Moro levou em consideração diversos fatores ao tomar sua decisão. Entre eles, a idade de Eneas, seus antecedentes criminais positivos, a sua residência fixa e o fato de ser um ex-policial militar.
Como parte das condições impostas, a juíza suspendeu o porte de arma do réu e estabeleceu medidas cautelares, incluindo a obrigatoriedade de comparecer ao juízo a cada dois meses e a proibição de deixar a comarca sem autorização. A defesa de Eneas sustentou que ele agiu em legítima defesa, apresentando vídeos que documentavam o momento do disparo. Além disso, foram apresentadas evidências de que o ex-policial acionou o serviço de emergência, ligando para o 190 para solicitar ajuda para a vítima. Apesar do atendimento prestado pelo Samu, o jovem não sobreviveu aos ferimentos.
Após o incidente, Eneas também recebeu cuidados médicos antes de ser encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes.


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