O novo secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando, fez declarações polêmicas durante a formatura de 500 novos guardas-civis metropolitanos. Ele sugeriu que, em situações de confronto, os agentes não hesitem em matar os criminosos, afirmando que a dor deve ser sentida pela família do infrator. “Tenham a clareza que, se num confronto com um criminoso, que chore a mãe do criminoso e nenhum parente de vocês”, disse o secretário. “Não fiquem acima da lei, mas não se sintam intimidados e abaixo dela”, complementou.
Morando quebrou o protocolo ao se aproximar dos formandos, ficando no mesmo nível que eles. O vice-prefeito, coronel Ricardo Mello Araújo, e o prefeito Ricardo Nunes também se manifestaram, reforçando a ideia de que a Guarda Civil Metropolitana deve ser temida pelos criminosos. No entanto, Nunes ressaltou que, apesar do tom das declarações, não há planos para uma abordagem mais agressiva nas operações da GCM.
A função da GCM é proteger o patrimônio público, enquanto o combate ao crime é atribuição das polícias estaduais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determina que a guarda deve se concentrar na proteção de bens, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece as guardas como parte integrante do Sistema de Segurança Pública. Recentemente, a Justiça de São Paulo proibiu o uso de balas de borracha e bombas de gás pela GCM.
Durante a cerimônia, Morando não se posicionou sobre a possibilidade de seu discurso incitar desrespeito a protocolos de segurança. “Um criminoso que insurge contra autoridade está colocando em risco a vida dele, mas comprometendo a vida de um GCM. Eu tenho certeza que não quero que chore a mãe do GCM, é minha convicção pessoal”. Além disso, tanto ele quanto Nunes se opuseram à implementação de câmeras corporais, argumentando que a cidade já conta com o sistema de monitoramento do programa Smart Sampa.
Com a incorporação dos novos agentes, a Guarda Civil Metropolitana agora possui um total de 7.399 profissionais. Foram 2.000 novos agentes formados nos últimos dois anos



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