A partir de outubro, o registro de venda de veículos usados será obrigatório em São Paulo. A medida visa formalizar as transações e aumentar a segurança para os compradores. Segundo o diretor do Detran-SP, Vinícius Novais, o Registro Nacional de Veículos (Renave) garantirá que o veículo comprado seja transferido sem surpresas desagradáveis, reduzindo a vulnerabilidade do mercado a fraudes. A resolução que criou o Renave é de 2020, mas, sem a obrigatoriedade, apenas nove estados adotaram o modelo até agora. O presidente da Associação Nacional dos Detrans, Givaldo Vieira, destacou que a informalidade histórica do setor gerou resistência inicial. No entanto, estratégias de benefícios e cobranças ajudaram na adesão ao sistema. No Espírito Santo, por exemplo, 100% das operações de veículos usados já passam pelo controle formal.
São Paulo, que possui a maior frota de veículos do Brasil, busca combater a informalidade que afeta o crédito e a competitividade das concessionárias. O mercado de veículos usados movimenta cerca de 15 milhões de veículos por ano, cinco vezes mais que o mercado de veículos novos. No Espírito Santo, não há cobrança de ICMS nas transações, enquanto em São Paulo a taxa é de 1,8%. A Federação dos Revendedores de Veículos Usados apoia o Renave, e os presidentes dos Detrans discutirão a adoção nacional do sistema em Brasília.



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