Falhas estratégicas e demora para reação dificultam a captura dos dois fugitivos da penitenciária federal de Mossoró (RN).
dizem especialistas em segurança pública ouvidos pelo R7. Deibson Cabral Nascimento e Rogerio da Silva Mendonça suspeitos de terem ligações com a facção criminosa Comando Vermelho, no Acre conseguiram escapar na madrugada em 14 de fevereiro.
O Ministério da Justiça afirma que destacou um efetivo de 540 agentes que estão empenhados na força-tarefa de busca, que chega ao 18º dia neste sábado.
Para o especialista Leonardo Santana, alguns fatores podem ter uma relação próxima com as dificuldades de captura dos presos. “O primeiro item foi o tempo que levou até que a fuga fosse percebida.
Essa demora é extremamente prejudicial, caso se queira fazer uma captura em um curto espaço de tempo”, afirma.
De acordo com o especialista, o segundo ponto são as conexões criminosas dos fugitivos.
“Eles fazem parte de uma facção criminosa que tem muito poder, e a gente fala também de muito dinheiro.
Eles devem ter conseguido fazer esse contato por telefone, uma tecnologia que pode ter ajudado na fuga com acesso a mapas e a pontos de melhor deslocamento para uma movimentação mais rápida”, avalia.
Santana aponta ainda a demora até que as forças se reuniram para realizar a busca.
“Esses elementos, realmente, colocam as instituições públicas em uma situação extremamente delicada”, avalia.



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