O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, anunciou nesta quinta-feira, 5, que o Ministério Público emitiu uma ordem de prisão contra o ex-presidente do Parlamento Juan Guaidó.
Exilado nos Estados Unidos desde abril e a quem acusa de vários crimes, incluindo lavagem de dinheiro.
Em uma declaração a jornalistas, Saab declarou que, além da emissão do mandado de prisão.
Três promotores nomeados para o caso farão “o respectivo pedido de alerta vermelho à Interpol para que esse sujeito pague por esses crimes”.
Guaidó, líder da oposição ao governo de Nicolás Maduro e que presidiu o chamado “governo interino” da Venezuela, reconhecido pelos Estados Unidos e outros países entre janeiro de 2019 e o final de 2022.
Também é acusado de traição, usurpação de funções, lucrar ou desviar dinheiro.
Títulos ou patrimônio público e associação para cometer crimes.
“Usando a figura de um governo fictício, ele causou perdas ao Estado venezuelano”, disse Saab, que estima em USS$ 19 bilhões o montante desviado pelo antichavista.
Saab citou uma “sentença” de um tribunal nos EUA que, segundo ele.
Indica que o ex-deputado “acessou ativos das subsidiárias da (empresa estatal de petróleo) PDVSA nos Estados Unidos e os usou para se financiar”.
Por esse motivo, o procurador-geral venezuelano espera que “por meio da cooperação criminal internacional, esse indivíduo seja entregue ao país caribenho”.
O Ministério Público abriu 23 investigações contra Guaidó por supostos crimes cometidos no “governo interino” e cinco outros casos relacionados a uma empresa venezuelana na Colômbia.
Mas nunca havia abordado um mandado de prisão contra ele, até hoje.
Embora o oposicionista não tenha respondido diretamente a essas acusações.
Ele compartilhou nas redes sociais um artigo que fala sobre a “defesa” da Citgo.
Uma subsidiária da PDVSA nos EUA, durante seu período no governo interino.



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