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TODO MUNDO É CULPADO, MENOS ELE: No G20, Lula cita Rio Grande do Sul e cobra países ricos por recursos para o clima

Criticado por não visitar o Rio Grande do Sul após a devastação causada por um ciclone nesta semana.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou o Estado ao falar sobre a emergência climática em discurso na cúpula do G20 em Nova Délhi, na Índia, neste sábado, 9.

“Agora mesmo no Brasil, o Estado do Rio Grande do Sul foi atingido por um ciclone que deixou milhares de desabrigados e dezenas de vítimas fatais.

Se não agirmos com sentido de urgência, esses impactos serão irreversíveis”, disse.

Lula também voltou a cobrar investimentos dos países mais ricos para minimizar os efeitos do aquecimento do planeta.

“De nada adiantará o mundo rico chegar às COPs do futuro vangloriando-se das suas reduções nas emissões de carbono se as responsabilidades continuarem sendo transferidas para o Sul Global. Recursos não faltam.

Ano passado, o mundo gastou 2,24 trilhões de dólares em armas”, afirmou o presidente brasileiro, criticando políticas armamentistas sem citar a guerra.

O conflito entre Rússia e Ucrânia e a questão climática são os principais temas que dividem os líderes do G20.

Ao final do primeiro dia de encontro, eles divulgaram uma declaração conjunta superficial.

O documento manifesta “profunda preocupação com o imenso sofrimento humano e o impacto adverso das guerras e conflitos em todo o mundo”.

Mas usa uma linguagem de consenso mínima aceitável tanto para a Rússia como para os países que apoiam a Ucrânia.

Sobre as mudanças climáticas, o acordo não estabelece nenhum tipo de compromisso para o fim do uso de combustíveis fósseis.

A declaração estabelece somente a meta de triplicar as fontes de energia renováveis até 2030 e “eliminar gradualmente o carvão de acordo com circunstâncias nacionais”.

A cúpula em Nova Délhi continua neste domingo, 10, quando a presidência rotativa do grupo será passada pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para Lula.

O próximo evento acontece no Rio de Janeiro em novembro de 2024.