A declaração final dos líderes do G20, divulgada neste sábado (9), incluiu a guerra na Ucrânia dentre os 76 tópicos apresentados no texto.
O documento rejeita a invasão territorial e o uso da força contra a soberania ou independência política de qualquer Estado.
Diz que a ameaça de uso de armas nucleares é inadmissível e saúda iniciativas pela paz na região.
Em condescendência com a Rússia e a China, o texto diz que o G20 não é o fórum adequado para resolver questões geopolíticas.
Mas enfatiza as consequências econômicas globais do conflito.
O tema colocou os integrantes do bloco em lados opostos nas discussões prévias e chegou a ameaçar a formalização da declaração, o que seria inédito na história do bloco.
Nações ocidentais, lideradas pelos Estados Unidos e União Europeia, pediam uma forte condenação da Rússia.
Por outro lado, a Rússia, representada pelo chanceler Sergei Lavrov, se recusava a assinar comunicado com essa mensagem.
A China, por sua vez, representada pelo primeiro-ministro, Li Qiang, defendia que a declaração deveria se ater a questões econômicas, cerne do G20.
O texto final incluiu ressalvas que pudessem agradar aos russos e chineses.
“Reafirmando que o G20 é o principal fórum para a cooperação econômica internacional e reconhecendo.
Que embora o G20 não seja a plataforma para resolver questões geopolíticas e de segurança.
Reconhecemos que estas questões podem ter consequências significativas para a economia global”, diz o texto.
O texto ressalta o sofrimento humano decorrente da guerra e pede uma resolução pacífica, com diplomacia e diálogo.
“Vamos nos unir no nosso esforço para enfrentar o impacto adverso da guerra na economia global e saudaremos todas as iniciativas relevantes e construtivas que apoiam uma paz abrangente, justa e duradoura na Ucrânia.
A era de hoje não deve ser de guerra”, diz o documento.
O comunicado citou ainda posições sobre o conflito europeu adotadas por países no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e na Assembleia Geral da ONU.



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