Lessa é apontado por Queiroz como o responsável por ter atirado contra o carro da vereadora enquanto o delator conduzia o veículo. Já Macalé não estava com eles no dia assassinato, mas teria participado de todo o planejamento.
Desdobramentos da delação
A delação também foi responsável pela prisão do ex-bombeiro militar Maxwell Simões, conhecido como Suel. Ele teria feito campanas para vigiar a vereadora e dirigido o carro em uma tentativa prévia de ataque, um mês antes.
Queiroz contou que Suel teria relatado um problema mecânico a Lessa para não emparelhar o veículo ao táxi em que Marielle estava na ocasião. “O Ronnie desabafou comigo dizendo que não acreditava que teve problema, que foi medo, refugou”, disse.
Suel foi preso preventivamente nesta segunda-feira (24) na operação Élpis, a primeira fase da investigação da Polícia Federal para apurar o homicídio de Marielle e Anderson. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.
“Estamos próximos de esclarecer todos os aspectos relativos a esse bárbaro crime. Porque não há crime perfeito. Todas as pessoas que progressivamente forem sendo reveladas, com provas da participação nesse crime, serão entregues ao Poder Judiciário”, declarou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, sobre a ação policial.
Dino disse ainda que as provas mostram uma “forte vinculação” dos homicídios com a atuação das milícias e do crime organizado. “Ronnie [Lessa, ex-PM], Élcio [Queiroz, ex-PM] e Maxwell [Simões, ex-bombeiro militar] participam de um conjunto. Esse conjunto está relacionado a essas organizações criminosas e milicianas que atuam no Rio de Janeiro”, disse.
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