O estágio do processo erosivo no Morro do Careca, principal cartão postal de Natal, pode colocar banhistas em risco em virtude do desprendimento de blocos de areia na falésia, segundo conclusões de um relatório elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb).
O documento, obtido pela Tribuna do Norte, pede ainda que a Defesa Civil Nacional seja notificada para futuras vistorias e uma avaliação de risco aos banhistas da praia. Um segundo relatório, da Defesa Civil de Natal, sugere ainda a ampliação da barreira que impede a subida no Morro e medidas protetivas no local.
O relatório da Semurb é assinado pelo geógrafo José Petronilo da Silva e foi feito após um pedido por parte do Ministério Público Federal (MPF), que instaurou procedimento para apurar as causas do processo erosivo. Vale salientar que a subida por parte de pedestres no Morro do Careca é proibida desde 1997 com o intuito de não aumentar a erosão no local.
O relatório aponta que no dia 12 de março blocos com volume que ultrapassam os os 2m³ se desprenderam da falésia que sustenta o Morro do Careca e cita “risco iminente”. “Diante do risco, celeridade erosiva sugere-se uma avaliação pormenorizada da estrutura geológica da área […] entendemos, a princípio, como importante a provocação da Defesa Civil Nacional para que a conhecimento da problemática ora em processo, bem como viabilize uma ampla avaliação sobre os possíveis riscos aos transeuntes da Praia de Ponta Negra, bem como atue com providências cabíveis para a salvaguarda dos cidadãos”.



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