O governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), viajou para Nova York para participar da Brazil Lide Conference, evento que reúne políticos e empresários para discutir o desenvolvimento econômico do Brasil. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan News, o governador analisou a situação política do Brasil e os primeiros meses do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao ser questionado sobre a articulação política de Lula, que sofreu derrotas no marco do saneamento e na PL das Fake News, Zema disse que o governo tem articulação, mas faltam propostas boas e que visem o desenvolvimento o país. “É uma articulação muito difícil porque parece que está se querendo uma volta ao passado e o brasileiro quer ir para o futuro. Eu acho que precisa haver não uma mudança na articulação, mas nas propostas. O brasileiro quer um país desenvolvido, quer empresas de combustível e de energia competitivas, com bons serviços e preços e não empresas que fiquem dadas aos poderosos que fazem o que bem entendem, como já aconteceu no passado. Está faltando proposta boa. Articulação eles têm”, afirmou Zema.
Em seguida, o governador opinou sobre a situação política do país, destacando que o Brasil vive um momento de tensão, com grupos que pensam de forma opostas se enfrentando. Entretanto, Zema disse ser “optante ao que funciona” . Além disso, o governador criticou indicações políticas para cargos considerados técnicos dentro do governo. “É um momento de distensão. Temos correntes diferentes, pessoas que pensam de forma oposta a outras. Eu sou sempre optante de se fazer o que funciona. Onde as empresas são mais bem geridas? quando tem pessoas capacitadas e com histórico que atestam condições técnicas, e não parentes e pessoas com mera indicação política. Vejo como um retrocesso você querer que as estatais sejam ocupadas por cargos da ‘companheirada’, dos amigos do ‘rei’”, concluiu Zema.



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