A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) criticou nesta quinta-feira (27) a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para investigar as recentes invasões promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
Em publicação nas redes sociais, a deputada petista declarou que a abertura de uma CPI sobre a atuação do MST “é a criminalização de um movimento fundamental para a classe trabalhadora, para a luta por terra e direitos”. “Tentativa baixa de desestabilizar um governo que tem o MST como aliado central. A luta por reforma agrária está viva e não irá sucumbir a mais essa perseguição”, afirmou Natália.
O MST invadiu, em abril deste ano, ao menos 11 propriedades. Entre os alvos das ações dos militantes em diversos estados estão fazendas, áreas públicas e órgãos, como prédios da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O pedido de abertura da CPI foi protocolado em 15 de março na Câmara. O requerimento teve 172 nomes — o mínimo era 171. O colegiado contará com 27 membros titulares e igual número de suplentes. Os membros ainda serão designados pelos líderes partidários.
Após a indicação dos integrantes, Lira determinará a instalação do colegiado. As comissões parlamentares de inquérito têm poderes de investigação semelhantes aos das autoridades judiciais. Podem convocar pessoas, requisitar documentos e quebrar sigilos pelo voto da maioria dos integrantes.



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