Em debate promovido pela TV Globo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Programa Mais Médicos, instituído em 2013 pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), é uma das iniciativas políticas mais celebradas no mundo. “Foi um dos programas mais exitosos da história deste país”, disse o petista. “Foi elogiado pelo Barack Obama e pelo George Bush.”
Reportagem publicada na Edição 111 da Revista Oeste mostra que ninguém foi tão favorecido pelo Mais Médicos quanto a casta política cubana. Isso porque, segundo o acordo intermediado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a ditadura instalada em Cuba tinha o direito de embolsar 70% do salário dos médicos, estimado em R$ 12 mil. Outros 25% ficavam com quem trabalhava de fato, enquanto 5% pertenciam à Opas.
Enviar médicos para o exterior não era apenas uma maneira de o governo cubano ganhar dinheiro. Era também uma estratégia de propaganda. Havana pretendia vender para o mundo a imagem de potência médica.
Quando chegou ao Brasil, em outubro de 2013, a médica cubana Maireilys Álvarez Rodríguez, 49 anos, não tinha conhecimento sobre os termos estabelecidos no contrato assinado entre Dilma Rousseff e Raúl Castro. “Não sabíamos quanto seria nosso salário”, disse. “Descobrimos quando já estávamos em território brasileiro, por meio do noticiário.”




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