Uma análise de técnicos da bancada do PSD na Câmara aponta que o impacto da PEC do Lula, aprovada ontem pelo Senado, será de pelo menos R$ 195 bilhões.
O texto aprovado pelos senadores amplia o teto de gastos em R$ 145 bilhões, com previsão de autorização de mais R$ 23 bilhões em obras, por meio de recursos extraordinários – em teoria, um impacto de R$ 168 bilhões.
No entanto, os técnicos do PSD acreditam que a proposta pode ser mais onerosa justamente em funções de alguns penduricalhos que foram incorporados ao texto.
Pela análise do PSD, outras despesas também ficaram fora do teto como da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contanto que sejam custeadas com recursos próprios e os investimentos financiados com recursos do PIS/Pasep em contas abandonadas há mais de 20 anos.
Outro aspecto citado pelos técnicos do partido diz respeito à possibilidade de não contingenciamento de obras do Exército, o que poderia facilitar a interlocução do governo com os militares nessa reta final de transição.
A PEC aprovada no Senado será incorporada à outra, da deputada Luísa Canziani (PSD-PR), e que já está pronta para ser apreciada em plenário. A relatora do texto, na comissão especial, será Tabata Amaral (PSB-SP).
Como mostramos mais cedo, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, está empenhado pessoalmente em ver a medida aprovada.



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