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30 ANOS DEPOIS E AINDA TRAMITA NA JUSTIÇA BRASILEIRA: Tribunal de Justiça de SP vai definir tempo e regime de prisão dos réus do massacre do Carandiru

Brasil, São Paulo, São Paulo, 02/10/1992. Os carros da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) entram na Casa de Detenção do Carandiru.Para conter uma rebelião que teve início no pavilhão 9, a Tropa de Choque de São Paulo, comandada pelo coronel Ubiratan Guimarães, invadiu o presídio do Carandiru e matou 111 presos.Segundo muitos presos, o número oficial está abaixo da realidade, já que se afirma que pelo menos 250 detentos foram mortos na invasão. No ano de 2002, iniciou-se o processo de desativação do Carandiru, com a transferência de presos para outras unidades. Atualmente o presídio encontra-se totalmente desativado, com alguns de seus prédios já demolidos e outros que foram mantidos, para serem posteriormente reaproveitados.O governo do estado de São Paulo construiu um grande parque no local, o Parque da Juventude, além de instituições educacionais e de cultura. - Crédito:MÔNICA ZARATTINI/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:4437

O episódio conhecido como o massacre do Carandiru volta a ocupar a cena jurídica de São Paulo, mesmo após 30 anos do caso. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) vai julgar casos após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a condenação dos réus. A decisão do ministro Luís Roberto Barroso foi feita em agosto, no entanto só foi transitada e julgada na última semana e agora segue adiante no TJ-SP. Nesta fase, serão definidos os prazos e os regimes das penas para cada um dos condenados. São 74 recursos de agentes da Polícia Militar que, em outubro do ano de 1992, executaram 111 detentos durante uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, chamada de Carandiru. São 69 agentes que terão suas vidas afetadas após a conclusão do julgamento, isto porque 5 deles acabaram falecendo ao longo destas três décadas.