Tebet deu apoio importante à campanha de Lula no segundo turno eleitoral e hoje integra a equipe de transição. É cotada para compor o Ministério.
Para Landau, o que preocupa não são itens da fala de Lula, mas o conjunto. “É um discurso muito pior do que o de 2002”, avaliou. As falas do presidente eleito parecem se contrapor às expectativas de que ele faria um governo pragmático e uma gestão econômica parecida com a de 2003.
Ela cita como exemplo um questionamento feito por Lula: por que temos meta de inflação e não temos meta de crescimento. “O que isso quer dizer?”, pergunta a economista.
“A responsabilidade fiscal é muito importante para ajudar a população mais pobre”, defendeu Landau. Assim, não cabem afirmações na linha “dane-se a Faria Lima” e “eu sei o que é bom e vou gastar quanto preciso”, exemplificou. “Se nunca tivessem feito isso, tudo bem”, comentou. “Mas já fizeram e deu errado, já alocaram o capital de forma errada.”
Esse cenário torna mais urgente a definição de quem será o ministro da Fazenda, avalia Landau.

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