Economia
Os mercados de câmbio e de ações apresentaram resultados mistos nesta quinta-feira (27/3). Ambos na contramão dos indicadores globais. No Brasil, o dólar subiu, embora tenha caído em relação a moedas de países desenvolvidos. A Bolsa brasileira (B3) registrou alta, apesar da queda generalizada dos índices de Nova York.
Aqui, o dólar fechou em alta de 0,41%, cotado a R$ 5,75, nesta quinta-feira (27/3). Na véspera, a moeda americana também havia registrado elevação de 0,42%, a R$ 5,73. O índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana frente a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, caiu 0,26%.
O mercado internacional continua sendo afetado pela instabilidade provocada pelos anúncios de aumento das tarifas de produtos importados, feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O tema sustenta a volatilidade nos mercados há semanas e aumenta à medida que se aproxima a data de início de validade das sobretaxas, na próxima quarta-feira (2/4).
IPCA desacelerou
No ambiente interno, houve uma notícia positiva. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), a prévia da inflação do mês, desacelerou a 0,64% em março, após ter avançado 1,23% em janeiro. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na avaliação de Emerson Vieira Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa Investimentos, o comportamento dos mercados de câmbio e de ações no Brasil nesta quinta-feira só encontrou correspondência no México. Ele foi diferente na comparação com os demais emergentes e com os países desenvolvidos.
“De qualquer forma, a desaceleração do IPCA foi positiva, o que ajudou a impulsionar a Bolsa”, diz o analista. “Os juros futuros também caíram.”
Dólar e Trump
Sobre o dólar, na opinião de Bruno Shahini, especialista em investimentos da fintech Nomad, ele continua sendo afetado pela incerteza associada às tarifas de Donald Trump. “Apesar da alta do dólar, o real apresenta um comportamento mais estável do que as moedas de outros países emergentes, influenciado principalmente pelo noticiário local positivo e pela continuidade do fluxo financeiro para o Ibovespa”, diz.
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