O governo brasileiro condenou o “bombardeio” ao hospital de Al-Ahli, na Faixa de Gaza, que matou 471 pessoas na 3ª feira (17).
Em nota divulgada nesta 4ª feira (18) o Itamaraty afirmou que o Brasil “repudia nos mais fortes termos ataques a alvos civis.
Sobretudo a estruturas de saúde” e manifestou solidariedade ao povo palestino.
Eis a íntegra da declaração (PDF 159 kB).
No comunicado, o governo brasileiro também reforçou o pedido para que um corredor humanitário para evacuar civis e entregar suprimentos à Gaza seja realizado de “imediato”.
Também pediu para que as partes envolvidas cumpram suas obrigações perante os direitos humanos internacionais.
“O Brasil reitera o apelo para o imediato estabelecimento de corredores e pausas humanitárias que permitam a condução em segurança do trabalho humanitário e o fornecimento de água.
Comida, suprimentos médicos, combustível e eletricidade a Gaza” afirmou o Itamaraty.
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou o episódio como um “ataque”.
Mesmo sem ter dados claros sobre a origem da bomba e disse que o episódio é uma “tragédia injustificável”.
Também nesta 4ª feira (18.out), a ONU (Organização das Nações Unidas) rejeitou a resolução brasileira (íntegra PDF 203 kB) sobre a guerra entre Israel e Hamas.
A proposta teve 12 votos a favor, 1 contra e duas abstenções.
O documento não foi aprovado porque o único voto contra foi dado pelos Estados Unidos, integrante permanente do órgão e com direito a veto.
